Publicar um relatório de sustentabilidade deixou de ser diferencial para virar obrigação. A CVM regulamentou o reporte ESG para companhias abertas a partir de 2026, seguindo os padrões IFRS S1/S2. Mas o ecossistema de frameworks é complexo — e escolher o errado custa tempo, dinheiro e credibilidade.
Principais frameworks
GRI (Global Reporting Initiative): o mais utilizado no Brasil e no mundo. Foco em impactos — o que a empresa causa no ambiente e na sociedade. Modular e flexível, permite reporte por temas materiais. SASB (agora parte do ISSB): foco em investidores, com indicadores específicos por setor. IFRS S1/S2 (ISSB): novo padrão global obrigatório em diversas jurisdições, foco em riscos financeiros climáticos e de sustentabilidade. TCFD: framework precursor do IFRS S2, focado em riscos climáticos.
GRI vs. IFRS S1/S2: quando usar cada um
Se a empresa quer comunicar impactos para um público amplo (comunidade, colaboradores, governo), o GRI é a escolha. Se precisa atender investidores e reguladores financeiros, o IFRS S1/S2 é obrigatório. Na prática, muitas empresas publicam um relatório GRI e incluem um anexo com os indicadores IFRS — cobrindo ambas as audiências. A BioEmerge recomenda essa abordagem dual para empresas de médio e grande porte.
A Resolução CVM 193/2023 adotou os padrões IFRS S1 e S2 para companhias abertas, com aplicação obrigatória a partir de 2026 (exercício 2025). Empresas fechadas não são obrigadas, mas já sofrem pressão de bancos e grandes compradores.
Estrutura mínima de um relatório
Independentemente do framework, um relatório de sustentabilidade eficaz contém: mensagem da liderança, perfil da empresa, matriz de materialidade, indicadores ambientais (emissões, resíduos, água, energia), indicadores sociais (emprego, saúde, diversidade), indicadores de governança (ética, compliance) e metas e compromissos. Gráficos, tabelas e dados comparáveis ano a ano são essenciais.
Como a BioEmerge apoia o reporte
Nosso papel no relatório de sustentabilidade é fornecer os dados do pilar ambiental com rigor técnico: inventário de emissões GHG (escopos 1, 2 e 3), dados de gestão de resíduos (PGRS), indicadores de biodiversidade (PRAD, restauração), conformidade legal (licenças, outorgas, condicionantes). Entregamos os dados já formatados para os indicadores GRI ou IFRS, eliminando retrabalho para a equipe de sustentabilidade.
Aprofundando o tema
Os padrões GRI, mantidos pela Global Reporting Initiative, seguem sendo a estrutura de reporte de sustentabilidade mais usada por empresas brasileiras, especialmente nos indicadores ambientais e sociais quantitativos.
Para companhias listadas, a B3 disponibiliza o Relato Integrado como uma das opções aceitas de divulgação, o que aproxima o relatório de sustentabilidade do relatório financeiro tradicional.
Um relatório consistente depende de uma matriz de materialidade bem construída e de um inventário de emissões auditável — os dois passos anteriores no nosso fluxo de trabalho.
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Fontes e referências
- GRI — Global Reporting Initiative — www.globalreporting.orgorg
- B3 — Bolsa de Valores do Brasil — www.b3.com.brorg
